quinta-feira, 24 de maio de 2012

PENSANDO VERDE: ALIMENTOS SAUDÁVEIS E INSERÇÃO SOCIAL


Visando a especulação imobiliária, ou a possibilidade futura de edificar, centenas de proprietários de imóveis acabam deixando lotes e até grandes terrenos sem nenhuma utilização.  Isso é constatado na prática com muitos terrenos, totalmente desocupados e até abandonados, tomados pelo verde do matagal. Muitos desses terrenos baldios acabam passando de um ano para o outro sem qualquer tipo de manutenção por parte de seus proprietários. Com isso, o acúmulo de mato e muitas vezes de lixo jogado por terceiros, proporcionam um ambiente perfeito para a proliferação de insetos, caramujos africanos e animais peçonhentos. Esse é um problema que parece ser pequeno, mas torna-se uma questão importante de saúde pública.

Uma ideia verde é a transformação desses espaços ociosos em hortas comunitárias, para produção de alimentos saudáveis e ainda geração de renda para famílias carentes. Envolver estudantes do ensino fundamental e médio seria outra ação paralela para promover a educação participativa. O objetivo seria implantar na cidade a cultura da agricultura urbana e periurbana, que resultaria na melhoria da oferta do auto-abastecimento alimentar das famílias e de comunidades engajadas, e também ampliar a oferta urbana de hortaliças promovendo dessa forma, a segurança alimentar e nutricional com consciência agroecológica. A contrapartida ao proprietário do terreno seria compensada com um desconto no IPTU, que em troca, autorizaria o uso do local para o cultivo de hortaliças ou plantas medicinais e ornamentais por comunidade, interessados e famílias carentes.

Com a mobilização comunitária seriam implementadas hortas, lavouras, viveiros, pomares, canteiros de ervas medicinais, criação de pequenos animais, unidades de processamento e beneficiamento agroalimentar e feiras populares. Em média, uma horta comunitária fornece alimentação saudável para 15 famílias. A maior importância desse projeto é a segurança alimentar. A ação permite a produção de alimentos, de forma comunitária, com uso de tecnologias de bases agroecológicas em espaços urbanos e periurbanos ociosos. Esse é mais um projeto verde do PV.

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