segunda-feira, 28 de maio de 2012

EMPREENDIMENTO SUSTENTÁVEL


A agenda da sustentabilidade está na pauta mundial e as pequenas e médias empresas não devem ficar de fora. Ela já é assunto primordial para as mais de seis milhões de pequenas e médias empresas que existem em todo o Brasil, que, agora, precisam pensar sua gestão de forma inovadora e sustentável. “Quando falamos em sustentabilidade, consideramos três aspectos importantes: o social, o ambiental e o econômico. Esses três aspectos precisam estar integrados”, explica o consultor de sustentabilidade e Diretor de Projetos Especiais da Vega Engenharia Ambiental, Carlos Bezerra.

Uma pesquisa recente do SEBRAE, feita com 4 mil empreendedores, mostra que eles se importam com a questão ambiental e entendem a complexidade do tema. Segundo o estudo, a maioria dos entrevistados sabe que a sustenta­bilidade está fortemente associada a questões ambientais - 87%, sociais - 82% e econômicas - 82%, e não apenas a um ou dois desses pontos. Quanto à questão ambiental, algumas práticas já estão sendo colocadas em prática pelos pequenos e médios empresários, pois, ainda segundo o estudo, os empreendedores fazem coleta seleti­va de lixo - 70,2%, controle de consumo de papel - 72,4%, de água - 80,6%, de energia - 81,7%  e uso adequado de resíduos tóxicos, como solventes, produtos de limpeza e cartuchos de tinta - 65,6%. Adotar práticas sustentáveis pode fazer bem, também, para os negócios. “O movimento de sustentabilidade é um dos principais movimentos que tem acontecido na nossa era, no nosso tempo. Isso está crescendo e é claro que o consumidor está cada vez mais atento”, diz Carlos Bezerra.

Essa realidade já é notada por 79% dos entrevistados pelo SEBRAE, que dizem ter consciência de que as empresas que adotam medidas de preservação ambiental podem atrair mais clientes. “Além disso, 46% dos entrevistados identificam a questão ambiental como oportunidade de ganhos”, disse Carlos Alberto dos Santos, Diretor Técnico do SEBRAE. (247 Digital)

PREFIRA SUA BICICLETA...

 

domingo, 27 de maio de 2012

CRIMES AMBIENTAIS DEVEM ENTRAR NO CÓDIGO PENAL


No dia em que a presidenta Dilma Rousseff sancionou o novo Código Florestal com veto a 12 itens do texto encaminhado pelo Congresso, a comissão de juristas que elabora alterações no Código Penal definiu em reunião no Senado, propor a inclusão dos crimes ambientais no anteprojeto em elaboração. Atualmente, a legislação penal referente a crimes ambientais está dispersa por vários textos legais. Entre as propostas aprovadas, foi fixada pena de um a três anos de prisão, multa ou as duas juntas, para quem destruir, danificar ou impedir a regeneração de florestas, matas ou selvas em área de preservação permanente. A utilização dessas áreas "com a infringência das normas de proteção" é passível da mesma multa, conforme foi estabelecido pelos juristas, que foram nomeados, para elaborar um anteprojeto de lei de aperfeiçoamento do Código Penal. O garimpo e a pesquisa em área protegida -, sem a devida autorização - também foram tipificados no anteprojeto em discussão no Senado. Ficou definido que executar pesquisa, lavra ou extração de recursos naturais sem autorização legal em áreas indígenas pode condenar o infrator a pena que varia entre dois e quatro anos de prisão.

Outro tema da legislação ambiental tratado foi o corte de madeira para fins industriais. A proposta estabelece pena de um a dois anos e multa para o corte ou transformação em carvão de madeira de lei retirada de restinga ou caatinga, seja para uso industrial, energético ou qualquer outra exploração. Isso independerá do caráter econômico ou não, bastando estar em desacordo com as determinações legais. Por outro lado, os juristas definiram que construir, reformar, ampliar, instalar ou colocar em funcionamento estabelecimentos, obras ou serviços com potencial poluidor, sem licença ou autorização do órgão competente, é crime com pena que varia de um a três anos de prisão, multa, ou as duas juntas.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O DESPERDÍCIO NOSSO DE CADA DIA...



Com o foco dos debates sobre resíduos urbano centrado na reciclagem, pouca atenção se tem dado a outra enorme - e perigosa - montanha de sujeira que são os restos de alimentos que vão para a lixeira. Dados recentemente divulgados pela FAO - órgão das Nações Unidas que trata de alimentação e agricultura - mostram que a cada ano 1,3 bilhão de toneladas de comida, cerca de um terço de tudo o que se produz, são perdidas por manipulação indevida ou por ser jogada no lixo. No Brasil, são mais de 25 milhões de toneladas de alimentos que vão parar no lixo todos os anos, montante equivalente a 12 bilhões de reais e suficiente para alimentar 30 milhões de pessoas. Nos Estados Unidos, desperdiça-se ainda mais. A EPA - agência de proteção do Meio Ambiente - calcula que 30 milhões de toneladas de comida sejam jogadas no lixo a cada ano. Nas grandes cidades, os latões de restaurantes estão sempre lotados.  Por mais espantosos que sejam os números apenas pelo desperdício, restos de comida têm outro efeito deletério quando lançados nos aterros sanitários. Alimentos em geral se biodegradam mas em contrapartida produzem gás metano, um dos grandes responsáveis pelo efeito estufa - 23 vezes mais danoso do que o gás carbônico. 


Uma maneira simples de reverter o desperdício seria o encaminhamento dos restos aproveitáveis para comunidades carentes, uma prática pouco usada. Uma outra forma de evitar esse fantástico desperdício seria a compostagem, como é chamado o conjunto de técnicas para transformar restos de comida em adubo. No Brasil, a reciclagem de alimentos por este e outros métodos é de 2% do lixo total. O desperdício se dá em todas as fases da produção de alimentos, desde o plantio e a colheita até o consumidor final. O último dado sobre a fome no Brasil, divulgado pelo IBGE, mostra que 14 milhões de brasileiros passam fome. A pesquisa, de 2006, demonstra que 7,7% da população vivem em domicílios nos quais a fome está presente. Já a última publicação do Pnad - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio - revela os níveis de insegurança alimentar. O estudo aponta que 72 milhões de pessoas - 39,8% da população brasileira - estão vulneráveis à fome em maior ou menor grau. São 18 milhões os domicílios afetados por esse problema. 


Essas fotos foram feitas no Ceagesp, em São Paulo, onde o desperdício é alarmante. São dezenas de toneladas jogadas no lixo todos os dias. No Ceasa Rio de Janeiro, o desperdício chega a 40 toneladas por dia! Calcula-se que hoje, no Brasil, 20% de toda a produção agrícola brasileira seja perdida durante a colheita e que outro tanto vá para o ralo durante o transporte ou devido a embalagens inadequadas. Somado aos restos de comida jogados no lixo, temos uma montanha de alimentos desperdiçados todos os dias. Seria surreal se não fosse trágico...

MENSAGEM DO DR. ÂNGELO

PENSANDO VERDE: ALIMENTOS SAUDÁVEIS E INSERÇÃO SOCIAL


Visando a especulação imobiliária, ou a possibilidade futura de edificar, centenas de proprietários de imóveis acabam deixando lotes e até grandes terrenos sem nenhuma utilização.  Isso é constatado na prática com muitos terrenos, totalmente desocupados e até abandonados, tomados pelo verde do matagal. Muitos desses terrenos baldios acabam passando de um ano para o outro sem qualquer tipo de manutenção por parte de seus proprietários. Com isso, o acúmulo de mato e muitas vezes de lixo jogado por terceiros, proporcionam um ambiente perfeito para a proliferação de insetos, caramujos africanos e animais peçonhentos. Esse é um problema que parece ser pequeno, mas torna-se uma questão importante de saúde pública.

Uma ideia verde é a transformação desses espaços ociosos em hortas comunitárias, para produção de alimentos saudáveis e ainda geração de renda para famílias carentes. Envolver estudantes do ensino fundamental e médio seria outra ação paralela para promover a educação participativa. O objetivo seria implantar na cidade a cultura da agricultura urbana e periurbana, que resultaria na melhoria da oferta do auto-abastecimento alimentar das famílias e de comunidades engajadas, e também ampliar a oferta urbana de hortaliças promovendo dessa forma, a segurança alimentar e nutricional com consciência agroecológica. A contrapartida ao proprietário do terreno seria compensada com um desconto no IPTU, que em troca, autorizaria o uso do local para o cultivo de hortaliças ou plantas medicinais e ornamentais por comunidade, interessados e famílias carentes.

Com a mobilização comunitária seriam implementadas hortas, lavouras, viveiros, pomares, canteiros de ervas medicinais, criação de pequenos animais, unidades de processamento e beneficiamento agroalimentar e feiras populares. Em média, uma horta comunitária fornece alimentação saudável para 15 famílias. A maior importância desse projeto é a segurança alimentar. A ação permite a produção de alimentos, de forma comunitária, com uso de tecnologias de bases agroecológicas em espaços urbanos e periurbanos ociosos. Esse é mais um projeto verde do PV.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

VEJA O INFORMATIVO DO PV DE SALTO:

A partir deste mês de maio de 2012, o Diretório Municipal do Partido Verde, vai distribuir um informativo mensal com as notícias da cidade e do PV. “Esse é mais uma forma democrática de comunicação direta conosco”, afirma Dr. Ângelo Nucci, presidente do PV Salto. 

 
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Divulgue e pense verde!

BICICLETA URBANA - DEZ REGRAS PARA PEDALAR COM SEGURANÇA


É um exército silencioso – e geralmente saudável – o das pessoas que diariamente saem de casa montados em suas bicicletas e enfrentam as ruas dos grandes centros urbanos em meio à fumaça produzida pelos escapamentos dos carros. Esse exército tende a aumentar, dadas as muitas vantagens que a bicicleta oferece como meio de transporte. À parte a total economia de combustível poluidor, pedalar é um excelente exercício para a saúde do corpo. Apesar dessas vantagens, o uso dessas máquinas nas ruas e avenidas apresenta riscos sérios, sobretudo devido à falta de educação no trânsito. As campanhas que estimulam o uso da bicicleta como meio de transporte são já numerosas em todo o mundo – inclusive no Brasil -, e só tendem a aumentar. Abaixo estão algumas regras que, se observadas, podem reduzir muito o risco de quem decide pedalar em meio ao trânsito intenso de nossas cidades.

1- Controle sua bicicleta regularmente - sobretudo se ela já está um tanto usada - e verifique se os pneus, freio e corrente estão em perfeito estado. Para verificar se os pneus não estão furados, a melhor prova ainda é a da banheira cheia d'água: se o pneu produzir bolhinhas é preciso consertá-lo ou substituí-lo. Controle também que a bicicleta esteja regulada para o seu peso e altura: quando sentado no selim, a ponta dos seus pés deve sempre poder tocar o chão.

2- Antes de partir, preste atenção na roupa que está usando. Sapato de salto alto e sandálias tipo havaianas podem se mostrar perigosos durante a pedalada, bem como calças compridas com barras muito largas - existem clipes especiais para mantê-las dobradas e presas. Verifique se não existem cintos ou capotes que possam se envolver nas rodas quando você estiver em movimento. Se circular à noite, esteja certo de permanecer bem visível: o uso do colete refletor é obrigatório nas artérias urbanas e também nas estradas depois do crepúsculo. Se ainda não os tiver, instale na sua bicicleta faróis anteriores e posteriores. Sobretudo: nunca esqueça de usar o capacete, na medida justa e vestido corretamente.

3- Ocupe o lugar que lhe toca na rua, e não procurar refúgio na sarjeta à direita se o asfalto ou o pavimento estiver irregular.

4- Comunique antecipadamente quais são suas intenções de movimento utilizando os braços. Antes de virar à direita ou à esquerda, controle sempre a situação atrás de você, para ter certeza de que não existem veículos se aproximando. Faça as viradas mais difíceis em dois tempos, esperando o sinal verde.

5- Ao volante nunca use fones de ouvido ou auriculares de celular. Permaneça concentrado e preste atenção nos ruídos da rua - na aceleração de um carro, por exemplo -, a sereia de uma ambulância. Se estiver falando ao telefone ou ouvindo música, você não conseguirá fazer isso.

6- A abertura repentina das portas dos veículos estacionados é um dos maiores perigos para os ciclistas, que correm o risco de serem feridos e lançados ao chão. Mantenha sempre boa distância dos carros parados à beira das calçadas.

7- Conheça e respeite a sinalização das ruas. Pare nos semáforos e nunca ande na contramão.

8- Procure perceber as intenções dos outros ciclistas e motoristas estabelecendo com eles um contato visual. 

Colaboração: 247 Brasil - Jornal Digital

EM CORO, EX-MINISTROS PEDEM VETO AO CÓDIGO FLORESTAL


Engrossou o caldo do movimento "Veta, Dilma". Dez ex-ministros do Meio Ambiente assinam artigo contra o novo Código Florestal. Leia: 

 
APELO PÚBLICO DOS EX-MINISTROS PELO VETO INTEGRAL DO CÓDIGO FLORESTAL

"Pedimos à presidente Dilma o veto integral dos retrocessos contidos no projeto de lei aprovado pela Câmara, que reduz a proteção às florestas", escrevem os ex-ministros brasileiros do Meio Ambiente, em apelo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 22-05-2012. Eis o apelo:

Nós, do Fórum dos Ex-Ministros do Meio Ambiente do Brasil, dirigimos um apelo público à presidente da República a respeito do projeto de lei 1976/99, aprovado pela Câmara dos Deputados com alterações ao Código Florestal. Reconhecemos e destacamos o compromisso da presidente Dilma, assumido ainda quando ela era candidata e reafirmado reiteradas vezes nos últimos meses (inclusive durante uma audiência com os representantes do Fórum de Ex-Ministros do Meio Ambiente em maio de 2011), de vetar qualquer alteração na legislação brasileira que represente um aumento de desmatamento ou a anistia daqueles que desmataram ilegalmente.

Nós observamos também que esse compromisso, que é amplamente apoiado pela opinião pública brasileira, reflete os interesses maiores da nação, dos quais a presidente é a fiel depositária. O Comitê Nacional em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável e diferentes setores da academia, da sociedade civil e do setor produtivo têm demonstrado enorme preocupação com as consequências da sanção do projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados. Todos pedem o veto integral dos retrocessos contidos no texto. Eles reduzem drasticamente o status de proteção das florestas no Brasil, bem como a governança socioambiental construída nas últimas décadas. Mais de 2 milhões de pessoas se manifestaram através de abaixo-assinado nesse sentido. Em nome do fórum de ex-ministros, solicitamos que a presidente, em coerência com o seu compromisso e com os anseios da sociedade, vete integralmente toda e qualquer norma de caráter permanente ou transitório que:

- Sinalize ao país a possibilidade presente e futura de anistia;
- Permita a impunidade em relação ao desmatamento;
- Descaracterize a definição de florestas, que está consagrada na legislação vigente;
- Reduza direta ou indiretamente a proteção do capital natural associado às florestas;
- Fragilize os serviços prestados por elas;
- Dificulte, esvazie ou desestimule mecanismos para a restauração;
- Ou, ainda, fragilize a governança socioambiental.

Ao mesmo tempo, nós entendemos que continua necessário construir um quadro de referência normativo estratégico, alinhado com os desafios contemporâneos, de modo a valorizar o conjunto de nossas florestas. Para tanto, a partir da experiência acumulada no serviço público ao longo de tantos anos, assim como da diversidade de seus membros, o fórum se coloca à disposição para apoiar, da forma que for julgada mais oportuna, a elaboração e tramitação no Legislativo de uma proposta que vise uma política florestal sustentável -e que, portanto, valorize as funções de conservação, de recuperação e de uso econômico do capital natural associado às nossas florestas. Os autores são os membros do Fórum de Ex-Ministros de Meio Ambiente do Brasil:

CARLOS MINC, 60, ministro entre 2008 e 2010 (governo Lula)

MARINA SILVA, 54, ministra entre 2003 e 2008 (Lula)

JOSÉ CARLOS CARVALHO, 59, ministro em 2002 (FHC)

JOSÉ SARNEY FILHO, 54, ministro de 1999 a 2002 (FHC)

GUSTAVO KRAUSE, 65, ministro de 1995 a 1998 (FHC)

HENRIQUE BRANDÃO CAVALCANTI, 83, ministro em 1994 (governo Itamar Franco)

RUBENS RICUPERO, 75, ministro entre 1993 e 1994 (governo Itamar)

FERNANDO COUTINHO JORGE, 72, ministro entre 1992 e 1993 (governo Itamar)

JOSÉ GOLDEMBERG, 83, secretário do Meio Ambiente em 1992 (governo Collor)

PAULO NOGUEIRA NETO, 90, foi secretário especial do Meio Ambiente entre 1973 e 1985 (governos Médici, Geisel e Figueiredo)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

EM BUSCA DA "PEGADA" ECOLÓGICA


A Terra demora um ano e meio para renovar os recursos que a população mundial consome em 12 meses, algo que não é sustentável a longo prazo e que deve ser assumido e modificado pelos chefes de Estado que participarão da conferencia das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20. Assim advertiu nesta terça-feira o Fundo Mundial para a Natureza - WWF, na sigla em inglês - ao apresentar o "Planeta Vivo 2012", um relatório que faz uma avaliação do estado de nosso mundo, assinala as pressões em que está submetido e detalha as soluções para melhorá-lo.

O texto deste relatório afirma que, entre 1970 e 2008, a biodiversidade no mundo foi reduzida em 30%, sendo que 60% desta perda foi registrada em países muito pouco desenvolvidos. Desde 1966, a demanda de recursos naturais foi duplicada e, atualmente, o mundo demora um ano e meio para renovar o que consumimos em doze meses. De fato, se todos consumissem como um americano seria necessário mais quatro planetas para podermos viver.

"Vivemos como se tivéssemos outro planeta disponível, já que estamos usando 50% a mais de recursos do que o planeta pode oferecer. Temos capacidade de oferecer água, comida e energia aos 9-10 bilhões de pessoas que viverão na Terra em 2050, mas só se todos os governos, empresas e cidadãos mudarmos nosso comportamento", advertiu Jim Leape, diretor-geral da WWF Internacional.

Segundo Leape, essa mudança pode ser iniciada na cúpula Rio+20, que será realizada duas décadas depois da Cúpula da Terra - Rio 92 -, a primeira grande reunião que tratou sobre a degradação do planeta e como contornar essa tendência. No entanto, o diretor-geral da WWF reconhece que essa tarefa não é fácil. "Este desafio é tão transcendental que não podemos estipular essa mudança somente aos indivíduos. Os governos têm que atuar, e o momento é agora. Não estamos onde deveríamos estar em termos de negociação, mas ainda falta um mês para a cúpula e deveríamos fazer todo esforço para alcançá-la", disse.

Para avaliar o estado do planeta foram usadas duas ferramentas: o "Índice Planeta Vivo", que avalia a saúde dos ecossistemas da Terra, e a "Pegada Ecológica", a demanda e uso dos recursos naturais por parte dos humanos em comparação com a capacidade de renovação dos mesmos.

Os dez países com maior pegada ecológica do mundo são Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Dinamarca, Estados Unidos, Bélgica, Austrália, Canadá, Holanda e Irlanda. "Pode nos surpreender ver países como a Dinamarca, tido como um dos ecológicos, estarem em uma posição tão alta. Mas esse fato se justifica ao saber que esta pegada leva em conta as importações e seu custo, que, por sua vez, pode ser muito alto para o meio ambiente", explicou Gemma Cranston, da Rede Global da Pegada Ecológica, co-editora do relatório.

Em média, os países ricos causam cinco vezes mais impactos que os menos desenvolvidos. Mas as maiores taxas de perda de biodiversidade são registradas nos países mais pobres - um fato que, segundo o relatório, prova que os subdesenvolvidos "subsidiam o estilo de vida dos países ricos". Para reduzir o impacto de nosso padrão de consumo temos que reduzir o uso de combustíveis fósseis e substituí-los por energias renováveis, assim como diminuir e melhorar o consumo de água, produzir de maneira mais eficiente, comprar produtos sustentáveis e acabar com os subsídios, sugere a WWF.
Fonte: terra.br

segunda-feira, 14 de maio de 2012

PELO DIREITO DE LIMPAR A CORRUPÇÃO...


Finalmente chegou a hora de desmascarar o limbo que existe nas diretrizes administrativas do governo.os brasileiros poderão agora entrar em contato com arquivos oficiais, fiscalizando assim os atos do mesmo. O resultado disso será a inevitável exposição de corruptos e incompetentes. Vai ficar mais difícil ser desonesto. A Lei de Acesso à Informação será um elo entre a população e a justiça, segundo o governo.Isso também vale para a nossa Salto. Qualquer cidadão poderá solicitar as informações desejadas às repartições, e estas deverão fornecer os dados requeridos num prazo máximo de 30 dias úteis. 

As informações que estarão disponíveis serão desde simples compras a relatórios de reuniões e folhas de pagamento. Nada disso poderá ser ocultado baseado na Lei de Acesso à Informação.Se algum servidor se recusar a atender o pedido poderá até perder o emprego. Infelizmente muitas pessoas irão tentar impedir que a lei “pegue”. Com certeza muitas desculpas serão inventadas para que não consigamos obter a informação desejada. A lei existe, basta saber se será útil ou apenas mais um pedaço de papel. 
Colaboração: Folha de São Paulo

quarta-feira, 9 de maio de 2012

UMA ATITUDE SUSTENTÁVEL

Veja onde descartar objetos obsoletos, como celulares e lâmpadas

ROSANA FARIA DE FREITAS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

De um ano para o outro, o seu computador fica obsoleto. O celular passa de item cobiçado a peça pré-histórica em questão de meses. Imagine se esses produtos, e mais baterias de carro, exames de raio-X e lâmpadas fluorescentes fossem dispensados como entulho comum.


Marlene Bergamo/Folhapress
Depósito da Utep em Guarulhos (Grande SP), onde pneus são triturados e reciclados
Depósito da Utep em Guarulhos (Grande SP), onde pneus são triturados e reciclados

As baterias de carro contêm chumbo, que gera problemas ao sistema nervoso, enfraquece os ossos, causa anemia. Essas substâncias tóxicas podem se instalar em seu corpo de forma simples: uma vez despejadas no solo, têm suas matérias-primas decompostas, são ingeridas por vermes e minhocas e, em contato com o lençol freático, entram na cadeia alimentar por meio das plantas. Como você é o último componente desse ciclo, consome as substâncias absorvidas ao longo do processo. As lâmpadas fluorescentes contêm vidro e metal, e são compostas por fósforo e mercúrio. O fósforo favorece o surgimento de câncer e provoca lesões nos rins e no fígado; o mercúrio, se inalado, pode causar dor de cabeça, febre, fraqueza muscular. A esses "poluidores" se unem outros, como computador e pneu, todos com componentes tóxicos na composição. O Brasil é o país que mais descarta computadores pessoais per capita --0,5 kg por habitante--, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Na China é de 0,2 kg por pessoa. O número dessas máquinas vendidas no país sobe 15% a 20% ao ano: em 2010, atingiu 13,3 milhões, de acordo com a consultoria IT Data. No mundo todo, são geradas 40 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos anualmente, sendo que apenas 10% passam por reciclagem de forma apropriada. O trabalho de desmontagem e o reaproveitamento é pouco conhecido por aqui, segundo o Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática da USP.

REAPROVEITAMENTO

Para entender a importância de dar destino certo ao velho aparelho de TV ou ao computador, é preciso se dar conta de que quase 50% dos eletroeletrônicos é composto de plástico e ferro, insumos largamente aproveitáveis. O chumbo volta à ativa como matéria-prima. O vidro das telas gera cerâmica vitrificada, empregada em pisos. Grande parte do asfalto vem dos pneus que são dispensados adequadamente. Embora a valorização energética --em caldeiras de indústrias, por exemplo-- seja o principal destino, boa parte deles é utilizada para fazer asfalto ecológico, piso de quadras poliesportivas e artefatos de borracha, como tapetes e sapatos. Segundo a Reciclanip, entidade responsável pela coleta de pneus e ligada à Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), em 2010 o Brasil reciclou mais de 300 mil toneladas de pneus, equivalente a quase 62 milhões de unidades de carros.

ONDE DESCARTAR

Jogar o lixo no lugar certo ajuda a sustentabilidade do planeta porque significa economia e aproveitamento de matéria-prima. Por isso, alguns países fazem recomendações oficiais para o descarte correto do produto. No Brasil, uma iniciativa desse tipo seria de grande valia, porque só em São Paulo o volume mensal de compra de óleo é de mais de 20 milhões de litros, segundo pesquisa da Nielsen. Aqui, algumas empresas e hospitais fazem a coleta daquilo que já não serve mais para você.